Sistema de pós-tratamento para motores de quatro cilindros é 30% mais leve, tem dimensões 5% menores e incorpora tecnologia própria de dosagem de Arla 32

A Cummins Brasil apresenta na Fenatran 2026 a nova geração do Single Module, sistema de pós-tratamento de gases de escape destinado a veículos comerciais equipados com os motores F3.8 e F4.5. Desenvolvida para atender aos limites de emissões do Proconve P8, equivalente ao Euro VI, a solução é 30% mais leve e 2% mais eficiente em relação à geração anterior.
Entre as principais mudanças estão a revisão da geometria do misturador de gases, a atualização dos sensores e componentes eletrônicos e a adoção da tecnologia própria de dosagem de ureia UL2.2. O conjunto também teve suas dimensões reduzidas em 5%, facilitando a instalação em diferentes arquiteturas de veículos comerciais.
Antes da apresentação na feira, a nova geração passou por testes de validação no Brasil. A engenharia da Cummins acumulou mais de 7 mil horas de avaliações em dinamômetro e mais de 600 mil quilômetros de testes em veículos, considerando o desempenho do conjunto formado pelo motor e pelo sistema de pós-tratamento, além das características dos combustíveis utilizados no mercado nacional.
Sistema considera o uso de biodiesel no Brasil
O desenvolvimento combina tecnologias da Cummins global com adaptações realizadas pela engenharia brasileira para as condições locais de operação. Entre os pontos considerados está a composição do combustível nacional.
A configuração destinada ao Brasil foi projetada para operar com misturas de biodiesel de até B20, conforme as especificações previstas para os motores Cummins. O sistema também recebeu adequações nos catalisadores para atender às características dessa composição.
“Não basta desenvolver tecnologia; é preciso saber como aplicá-la. No Brasil, combinamos nossa capacidade de engenharia com um profundo conhecimento do mercado brasileiro para avaliar o conjunto completo, motor e pós-tratamento, e assegurar que a solução responda às condições reais de operação”, afirma Daniel Malaman, gerente-geral da Cummins Emission Solutions.
Componentes podem ser substituídos individualmente
A nova geração mantém a arquitetura modular do Single Module, que reúne em um único conjunto os principais componentes do pós-tratamento: catalisador de oxidação de diesel (DOC), filtro de partículas de diesel (DPF), misturador de gases e sistema de redução catalítica seletiva (SCR).
A configuração permite desmontar e realizar intervenções em componentes como DOC, DPF e SCR individualmente, sem a necessidade de substituir todo o conjunto. Segundo a Cummins, essa característica simplifica os serviços e contribui para reduzir os custos de manutenção durante a vida útil do veículo.
A redução de peso é outro avanço da nova geração. O sistema ficou cerca de 15 quilos mais leve que o antecessor, com redução aproximada de 30% na massa total. As dimensões também diminuíram 5%.
Em veículos comerciais leves, a menor massa pode contribuir para ampliar a capacidade de carga disponível, enquanto o conjunto mais compacto facilita a integração do sistema aos projetos das montadoras.
Novo misturador melhora a eficiência
Um dos responsáveis pelo ganho de eficiência é o novo misturador, componente que promove a mistura do Arla 32 com os gases de escape. Após a injeção, o fluido passa pelas transformações químicas necessárias para que o sistema SCR converta os óxidos de nitrogênio (NOx) em substâncias menos nocivas.
A nova geometria interna favorece uma distribuição mais uniforme do Arla 32 e melhora o aproveitamento da ureia dosada. Essa alteração está associada ao aumento de 2% na eficiência do sistema em relação à geração anterior.
A Cummins também atualizou sensores e componentes eletrônicos, com o objetivo de ampliar a confiabilidade e a durabilidade do conjunto.
Tecnologia UL2.2 reduz a complexidade da instalação
A nova geração do Single Module para motores de quatro cilindros passa a utilizar a UL2.2, tecnologia própria da Cummins para dosagem de ureia. O sistema já é empregado em outras famílias de motores de seis cilindros e em aplicações de veículos comerciais.
A UL2.2 controla a dosagem do fluido no fluxo dos gases de escape, desde a pressurização até a injeção no sistema de pós-tratamento. A tecnologia permite controlar a quantidade de ureia aplicada e integra soluções já utilizadas pela empresa em diferentes aplicações.
Outra mudança está no gerenciamento térmico do injetor. Na arquitetura anteriormente utilizada nas aplicações de quatro cilindros, o componente exigia uma linha específica de refrigeração conectada ao veículo. Com a solução da Cummins, a circulação da própria ureia contribui para o controle térmico, dispensando essa linha adicional.
A arquitetura também elimina componentes presentes na solução anterior e reduz a necessidade de cabos, chicotes e conexões. Para as montadoras, a mudança simplifica a instalação e diminui a quantidade de componentes periféricos necessários à integração do sistema.
A adoção da UL2.2 faz parte da estratégia da Cummins de ampliar a presença de sua tecnologia de dosagem de ureia no mercado brasileiro de veículos comerciais nos próximos anos. A solução já é utilizada por diferentes montadoras em mercados internacionais.









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