Foto | Cummins/Divulgação

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sistema de pós-tratamento para motores de quatro cilindros é 30% mais leve, tem dimensões 5% menores e incorpora tecnologia própria de dosagem de Arla 32</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://autospesados.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Nova-geracao-do-Single-Module-sistema-de-pos-tratamento-de-gases-de-escape-1024x563.jpg" alt="Nova geração do Single Module, sistema de pós-tratamento de gases de escape" class="wp-image-14425"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto | Cummins/Divulgação</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://autospesados.com.br/category/caminhoes/auto-pecas/cummins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cummins Brasil</a></strong> apresenta na Fenatran 2026 a nova geração do Single Module, sistema de pós-tratamento de gases de escape destinado a veículos comerciais equipados com os motores F3.8 e F4.5. Desenvolvida para atender aos limites de emissões do Proconve P8, equivalente ao Euro VI, a solução é 30% mais leve e 2% mais eficiente em relação à geração anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais mudanças estão a revisão da geometria do misturador de gases, a atualização dos sensores e componentes eletrônicos e a adoção da tecnologia própria de dosagem de ureia UL2.2. O conjunto também teve suas dimensões reduzidas em 5%, facilitando a instalação em diferentes arquiteturas de veículos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da apresentação na feira, a nova geração passou por testes de validação no Brasil. A engenharia da Cummins acumulou mais de 7 mil horas de avaliações em dinamômetro e mais de 600 mil quilômetros de testes em veículos, considerando o desempenho do conjunto formado pelo motor e pelo sistema de pós-tratamento, além das características dos combustíveis utilizados no mercado nacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sistema considera o uso de biodiesel no Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento combina tecnologias da Cummins global com adaptações realizadas pela engenharia brasileira para as condições locais de operação. Entre os pontos considerados está a composição do combustível nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A configuração destinada ao Brasil foi projetada para operar com misturas de biodiesel de até B20, conforme as especificações previstas para os motores Cummins. O sistema também recebeu adequações nos catalisadores para atender às características dessa composição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não basta desenvolver tecnologia; é preciso saber como aplicá-la. No Brasil, combinamos nossa capacidade de engenharia com um profundo conhecimento do mercado brasileiro para avaliar o conjunto completo, motor e pós-tratamento, e assegurar que a solução responda às condições reais de operação”, afirma Daniel Malaman, gerente-geral da Cummins Emission Solutions.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Componentes podem ser substituídos individualmente</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A nova geração mantém a arquitetura modular do Single Module, que reúne em um único conjunto os principais componentes do pós-tratamento: catalisador de oxidação de diesel (DOC), filtro de partículas de diesel (DPF), misturador de gases e sistema de redução catalítica seletiva (SCR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A configuração permite desmontar e realizar intervenções em componentes como DOC, DPF e SCR individualmente, sem a necessidade de substituir todo o conjunto. Segundo a Cummins, essa característica simplifica os serviços e contribui para reduzir os custos de manutenção durante a vida útil do veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução de peso é outro avanço da nova geração. O sistema ficou cerca de 15 quilos mais leve que o antecessor, com redução aproximada de 30% na massa total. As dimensões também diminuíram 5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em veículos comerciais leves, a menor massa pode contribuir para ampliar a capacidade de carga disponível, enquanto o conjunto mais compacto facilita a integração do sistema aos projetos das montadoras.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Novo misturador melhora a eficiência</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos responsáveis pelo ganho de eficiência é o novo misturador, componente que promove a mistura do Arla 32 com os gases de escape. Após a injeção, o fluido passa pelas transformações químicas necessárias para que o sistema SCR converta os óxidos de nitrogênio (NOx) em substâncias menos nocivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova geometria interna favorece uma distribuição mais uniforme do Arla 32 e melhora o aproveitamento da ureia dosada. Essa alteração está associada ao aumento de 2% na eficiência do sistema em relação à geração anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cummins também atualizou sensores e componentes eletrônicos, com o objetivo de ampliar a confiabilidade e a durabilidade do conjunto.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia UL2.2 reduz a complexidade da instalação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A nova geração do Single Module para motores de quatro cilindros passa a utilizar a UL2.2, tecnologia própria da Cummins para dosagem de ureia. O sistema já é empregado em outras famílias de motores de seis cilindros e em aplicações de veículos comerciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A UL2.2 controla a dosagem do fluido no fluxo dos gases de escape, desde a pressurização até a injeção no sistema de pós-tratamento. A tecnologia permite controlar a quantidade de ureia aplicada e integra soluções já utilizadas pela empresa em diferentes aplicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra mudança está no gerenciamento térmico do injetor. Na arquitetura anteriormente utilizada nas aplicações de quatro cilindros, o componente exigia uma linha específica de refrigeração conectada ao veículo. Com a solução da Cummins, a circulação da própria ureia contribui para o controle térmico, dispensando essa linha adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A arquitetura também elimina componentes presentes na solução anterior e reduz a necessidade de cabos, chicotes e conexões. Para as montadoras, a mudança simplifica a instalação e diminui a quantidade de componentes periféricos necessários à integração do sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção da UL2.2 faz parte da estratégia da <strong><a href="https://www.cummins.com/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cummins</a></strong> de ampliar a presença de sua tecnologia de dosagem de ureia no mercado brasileiro de veículos comerciais nos próximos anos. A solução já é utilizada por diferentes montadoras em mercados internacionais.</p>

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