Foto | Cummins/Divulgação - Sala de testes do BTC da Cummins, em Guarulhos (SP), onde são realizados ensaios para desenvolvimento e validação de motores

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Centro Técnico Brasil, em Guarulhos (SP), ampliou sua estrutura e passou a atuar em programas de desenvolvimento, certificação e homologação para diferentes mercados</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://autospesados.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Centro-Tecnico-Brasil-da-Cummins-completa-40-anos-2-1024x683.jpg" alt="Operação do BTC, onde as equipes comandam e monitoram, de forma automatizada, os ensaios realizados nas salas de testes" class="wp-image-14358"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto | Cummins/Divulgação &#8211; Operação do BTC, onde as equipes comandam e monitoram, de forma automatizada, os ensaios realizados nas salas de testes</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://autospesados.com.br/category/caminhoes/auto-pecas/cummins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cummins</a></strong> completa quatro décadas de atuação de seus laboratórios de desenvolvimento e validação de motores no Brasil. Criada em 1986, a estrutura localizada em Guarulhos (SP) passou por uma série de transformações e atualmente funciona como Centro Técnico Brasil, ou BTC (Brazil Technical Center).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo desse período, a unidade acompanhou a evolução dos motores e dos processos de engenharia, deixando para trás equipamentos e métodos predominantemente analógicos para incorporar sistemas digitais de aquisição de dados, instrumentação de alta precisão e estruturas destinadas aos mais recentes requisitos de emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos primeiros anos, a instalação de um motor em bancada podia consumir praticamente um dia inteiro, enquanto boa parte das medições era realizada manualmente. Na análise de emissões, a opacidade da fumaça estava entre os principais parâmetros avaliados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcelo Júlio Hernandes, operador de Dinamômetro Especialista Sr., acompanhou essa transformação durante seus 40 anos de Cummins. Sua trajetória inclui a transição dos processos analógicos para os sistemas digitais e o aumento da capacidade de análise à medida que os motores passaram a incorporar novas tecnologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o BTC desenvolve, valida e apoia a certificação de tecnologias destinadas às aplicações rodoviárias, fora de estrada, geração de energia e outras aplicações industriais. A unidade também participa de programas relacionados a diferentes ciclos regulatórios e à transição energética.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O Centro Técnico sempre esteve alguns anos à frente dos produtos que chegam ao mercado. Antes que um novo motor entre em produção, ele já passou por milhares de horas de desenvolvimento e validação aqui. Nossa missão sempre foi antecipar desafios e garantir que cada tecnologia esteja preparada para enfrentar as condições reais de operação”, afirma Raphael Lomonaco, líder do BTC da Cummins.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Centro técnico ampliou atuação</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução tecnológica dos motores também aumentou a complexidade dos trabalhos realizados no laboratório. A introdução da eletrônica embarcada, dos sistemas de controle de emissões, do pós-tratamento e da conectividade exigiu novos equipamentos, maior capacidade de análise e metodologias capazes de reproduzir diferentes condições de operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, o BTC participa do desenvolvimento de novos produtos, validação de componentes, definição de calibrações, nacionalização de sistemas e desenvolvimento de metodologias utilizadas em programas globais da Cummins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura também passou a funcionar como ambiente de formação de profissionais. Paulo Macena, mecânico de Motores Especialista Sr. e há 36 anos na Cummins, define o laboratório como uma “faculdade na prática”, em referência ao aprendizado construído diariamente por meio da experimentação e da análise técnica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As características das operações realizadas na América Latina também contribuíram para a evolução dos trabalhos. Diferenças de altitude, topografia, clima, qualidade dos combustíveis, longas distâncias, sobrecarga e diferentes perfis de utilização exigiram procedimentos específicos de validação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conhecimento passou a ser incorporado a programas internacionais da Cummins.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://autospesados.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Centro-Tecnico-Brasil-da-Cummins-completa-40-anos-1-1024x683.jpg" alt="Sala de testes do BTC da Cummins, em Guarulhos (SP), onde são realizados ensaios para desenvolvimento e validação de motores" class="wp-image-14359"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto | Cummins/Divulgação &#8211; Sala de testes do BTC da Cummins, em Guarulhos (SP), onde são realizados ensaios para desenvolvimento e validação de motores</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Estrutura preparada para diferentes legislações</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução das legislações ambientais também levou à modernização dos laboratórios. O BTC incorporou analisadores de gases de alta precisão, sistemas de medição de material particulado, dinamômetros transientes, salas climatizadas e equipamentos destinados a ensaios de emissões em condições reais de operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o centro reúne competências para projetos destinados às legislações <strong>Euro III, Euro V e Euro VI</strong>, além de contar com certificações internacionais R49.06, R85.05 e R24.05 junto à Vehicle Certification Agency (VCA), do Reino Unido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O VCA também reconheceu o centro como aderente aos requisitos da ISO 17025. Segundo a Cummins, o BTC foi a primeira unidade técnica da empresa no mundo a obter esse reconhecimento em conjunto com a autoridade britânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura ainda atende aos requisitos da ISO 17034, voltados à rastreabilidade, repetibilidade e confiabilidade dos resultados produzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O centro também foi preparado para realizar ensaios de acordo com requisitos das legislações norte-americanas EPA (Environmental Protection Agency) e CARB (California Air Resources Board). A adequação envolveu investimentos em infraestrutura, atualização de equipamentos, desenvolvimento de metodologias e qualificação das equipes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mais de 18 mil ensaios entre 2020 e 2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A ampliação da estrutura também elevou o volume de atividades realizadas pelo Centro Técnico Brasil. Entre 2020 e 2026, foram contabilizados mais de <strong>18,4 mil ensaios</strong> relacionados ao desenvolvimento, homologação, certificação, auditorias e programas de Conformidade de Produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2021 e 2025, o volume anual de ensaios cresceu aproximadamente <strong>300%</strong>, segundo a Cummins. O aumento está relacionado à ampliação da infraestrutura e da participação do BTC em programas destinados ao Brasil e a outros mercados da América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do total de ensaios realizados, 48% estiveram relacionados às exigências do Proconve, enquanto 43% atenderam às legislações Euro III, Euro V e Euro VI adotadas por diferentes mercados latino-americanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho também envolve a conexão entre o desenvolvimento realizado no laboratório e a produção em série. Valdeci Nascimento, engenheiro da Qualidade Sr., iniciou sua trajetória na empresa como aprendiz e soma 41 anos de Cummins.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“O trabalho não termina quando o teste acaba. O que aprendemos no desenvolvimento precisa chegar à produção de forma consistente para que o produto entregue, na aplicação, aquilo que foi validado pela engenharia. Acompanhar esse caminho, do laboratório até a produção em série, também mostra como o Centro Técnico passou a ter um papel cada vez mais integrado dentro da Cummins”, afirma Valdeci.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Investimentos de US$ 6,2 milhões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos cinco anos, aproximadamente <strong>US$ 6,2 milhões</strong> foram investidos na modernização do Centro Técnico Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os recursos foram destinados à aquisição de equipamentos laboratoriais, aumento da capacidade de ensaios, adequação às novas legislações, projetos ambientais, segurança operacional, digitalização e preparação para futuras demandas regulatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura atual é formada pelo <strong>Centro Piloto</strong>, responsável pela validação de motores instalados em veículos e máquinas completos; pelo <strong>Laboratório de Mecânica Aplicada</strong>, dedicado a ensaios estruturais, fadiga, durabilidade, vibração e ruído (NVH); e pelo <strong>Laboratório de Desenvolvimento de Motores</strong>, onde são realizados ensaios de desempenho, consumo, emissões, certificação e homologação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os laboratórios conseguem reproduzir condições severas de utilização, incluindo simulações equivalentes a <strong>5.200 metros de altitude</strong> e temperaturas de até <strong>-22 °C</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A digitalização também passou a fazer parte dos processos laboratoriais. Sistemas de automação para análise de dados e monitoramento dos ensaios fornecem informações em tempo real, auxiliam na manutenção e contribuem para reduzir desperdícios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">BTC incorpora soluções de eficiência energética</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização do Centro Técnico também contempla medidas relacionadas à eficiência energética e ao consumo de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das iniciativas foi a substituição do sistema de geração de água gelada utilizado no Laboratório de Desenvolvimento de Motores. De acordo com a Cummins, a atualização proporcionou redução de <strong>91% no consumo de energia</strong> desse sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O centro também recebeu uma usina solar fotovoltaica formada por <strong>104 painéis</strong>, com geração estimada em aproximadamente <strong>61 MWh por ano</strong>. A energia produzida é consumida integralmente pela própria unidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra iniciativa foi a instalação de dinamômetros regenerativos em quatro salas de testes. Durante os ensaios, os equipamentos recuperam parte da energia gerada pelos motores e a devolvem ao sistema elétrico da unidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://www.cummins.com/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cummins</a></strong> também desenvolve um projeto para substituir o atual sistema de resfriamento por uma tecnologia com menor necessidade de evaporação de água. A estimativa é de redução de até <strong>70% no consumo hídrico</strong> do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao completar 40 anos, o Centro Técnico Brasil reúne parte do conhecimento acumulado pela engenharia da Cummins no país. A evolução da estrutura acompanhou as mudanças dos motores, das legislações e dos processos de desenvolvimento, enquanto a experiência adquirida pelas equipes passou a integrar os programas realizados pela unidade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Equipamentos podem ser adquiridos e laboratórios podem ser modernizados. O conhecimento necessário para interpretar resultados, compreender o comportamento de um motor e transformar essas informações em engenharia é construído pelas pessoas ao longo do tempo. Essa experiência é o que permite ao BTC continuar evoluindo”, finaliza Lomonaco.</p>
</blockquote>

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