Novo ônibus urbano desenvolvido em parceria com a Caio estreia na feira e iniciará testes operacionais em São Paulo após homologação da SPTrans

A Scania apresentará uma das principais novidades da Lat.Bus 2026, entre os dias 11 e 13 de agosto, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Desenvolvido em parceria com a Caio, o novo ônibus urbano K 280 4×2 gMillennium movido a gás natural e/ou biometano amplia o portfólio da fabricante voltado à descarbonização do transporte coletivo e poderá operar em cidades brasileiras que buscam reduzir as emissões de poluentes.
O modelo de 13 metros de comprimento e capacidade para transportar até 88 passageiros está em fase final do processo de homologação junto à SPTrans. Após a aprovação, o veículo será utilizado em uma série de demonstrações em operação real nas ruas da capital paulista, com previsão de início até setembro.
Segundo Mauricio Lucena, gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil, o lançamento acompanha a estratégia de descarbonização do transporte público adotada pela Prefeitura de São Paulo.
“A Prefeitura de São Paulo vem seguindo uma forte jornada de descarbonização de seu transporte público urbano nos últimos anos. Seja nos ônibus diesel Euro 6, nos elétricos e agora está chegando a hora do gás e biometano com esta demonstração que faremos com o K 280 4×2 gMillennium. Tem sido uma parceria muito valiosa com a Caio, que tem larga experiência nos veículos urbanos, e o produto ficou extremamente eficiente, confortável e viável”, afirma.
A homologação do novo modelo exige o cumprimento de uma série de requisitos técnicos definidos pela SPTrans. De acordo com Rogerio Moro, gerente de Contas de Vendas de Soluções em Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil, o processo reforça a confiabilidade do projeto.
“Esse fator comprova a seriedade do órgão gestor de São Paulo e nos desafia a entregar o melhor produto possível para os passageiros. A Scania e a Caio estão muito empenhadas desde o início do projeto para seguir todas as normativas e comprovar a viabilidade deste novo modelo a gás/biometano.”
Lucena também destaca o potencial do biometano como combustível renovável.
“Quando produzido a partir de resíduos locais, o biometano fortalece a economia circular, reduz a dependência energética e contribui para a geração de empregos. Este ônibus demonstra que a transição energética pode ser realizada com tecnologias já disponíveis.”

Novo chassi utiliza cilindros de fibra de carbono
O K 280 4×2 gMillennium é equipado com motor de 280 cv e torque de 1.350 Nm, associado à transmissão automática ZF Ecolife 2. A autonomia varia entre 300 e 350 quilômetros, dependendo da aplicação.
O chassi foi desenvolvido para operações urbanas, corredores BRT e linhas intermunicipais. A suspensão é pneumática nos dois eixos, enquanto o pacote de segurança inclui frenagem autônoma de emergência (AEB). Opcionalmente, o modelo pode receber controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa (LDW) e outros sistemas de assistência ao motorista.
Um dos principais destaques técnicos está no sistema de armazenamento de combustível. O veículo utiliza quatro cilindros Tipo 4 em fibra de carbono, instalados no teto. Segundo a Scania, eles são cerca de 70% mais leves que os modelos convencionais e possuem capacidade total de 220 metros cúbicos, aumentando a autonomia sem comprometer a segurança.
Linha de ônibus a gás da Scania
Além do novo K 280 4×2, a Scania disponibiliza no mercado brasileiro outros modelos movidos a gás natural e biometano:
- K 280 4×2 para aplicações urbanas de até 14 metros;
- K 340 6×2*4 para carrocerias de até 15 metros;
- K 340 6×2/2 articulado para até 21 metros;
- K 340 4×2 destinado ao transporte intermunicipal.
Os motores utilizam ciclo Otto e foram projetados originalmente para operar com gás natural, biometano ou qualquer proporção entre os dois combustíveis, sem necessidade de conversão a partir de motores diesel.
Biometano pode reduzir emissões em até 90%
A Scania destaca que o biometano pode ser produzido a partir de resíduos agrícolas, dejetos animais, resíduos agroindustriais e lodo proveniente de estações de tratamento de esgoto.
Quando abastecidos exclusivamente com biometano, os ônibus podem reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação aos modelos movidos a diesel. Além disso, a tecnologia também reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos.









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