Sistema integrado à transmissão I-Shift utiliza GPS, topografia e parâmetros de condução para antecipar trocas de marcha e buscar redução de até 3% no consumo

A Volvo Buses passa a oferecer o I-See nos chassis rodoviários equipados com motores de 13 litros. A tecnologia, já utilizada pela Volvo em caminhões pesados, combina GPS, dados de topografia e inteligência artificial para antecipar as condições da estrada e ajustar o funcionamento do trem de força.
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O sistema é integrado à transmissão automatizada I-Shift e está disponível nos chassis B380R, B420R, B460R e B510R.
“Nossos ônibus rodoviários são referência em tecnologia, confiabilidade e eficiência. O I-See vem como um grande aliado dos motoristas e das empresas de transporte para o melhor desempenho e eficiência de combustível”, afirma André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina.
I-See antecipa o relevo da estrada
O funcionamento do I-See está baseado na combinação entre informações de topografia e dados coletados pelo veículo. Por meio da conectividade GPS, o sistema identifica a localização e as características da estrada em tempo real.
Com essas informações, o software determina a estratégia mais adequada para o trem de força. Entre as ações estão a antecipação das trocas de marcha, o gerenciamento do freio motor e a utilização do I-Roll, sistema de roda livre controlada.
O sistema também considera parâmetros como velocidade, carga e inclinação do terreno. O objetivo é evitar que o veículo precise reagir somente depois de encontrar uma mudança de relevo, antecipando a estratégia de condução.
“O resultado é uma condução até 3% mais econômica, número que fica ainda melhor considerando que já temos excelentes médias de consumo em nossa linha de motores Euro 6”, assegura Jackson Oaida, gerente de produto ônibus da Volvo.
O motorista também pode realizar a predefinição dos limites de velocidade. A partir desses parâmetros e dos dados topográficos, o I-See administra o funcionamento da transmissão para buscar a condição mais eficiente.
“Motoristas que testaram a novidade relataram que o ônibus ‘ensina’ a dirigir de forma mais eficiente, antecipando ações antes, durante e depois das mudanças de relevo”, afirma Oaida.
Além do consumo, a tecnologia influencia diretamente a operação. A condução mais suave pode reduzir o desgaste de componentes e proporcionar maior conforto aos passageiros. A redução do consumo também diminui as emissões associadas à operação do veículo.

I-Shift chega à sétima geração
A chegada do I-See ocorre junto à atualização da transmissão I-Shift utilizada pelos ônibus rodoviários Volvo.
A caixa automatizada passa à 7ª geração, com novos módulos eletrônicos e processadores mais rápidos. Segundo a fabricante, as trocas de marcha podem ser realizadas até 30% mais rapidamente em comparação com as gerações anteriores.
A evolução busca reduzir perdas de torque nas retomadas e melhorar a linearidade da condução. A maior precisão nas trocas também contribui para a velocidade média e para a eficiência energética.
Na operação, a integração entre I-See e I-Shift permite que a transmissão receba antecipadamente informações sobre o relevo da estrada e escolha a estratégia de funcionamento antes da mudança de condição.
Intervalo de manutenção chega a 450 mil km
A Volvo também promoveu alterações nos intervalos de manutenção preventiva dos componentes do trem de força.
Com uma nova geração de óleo sintético genuíno Volvo, o intervalo para troca do lubrificante da transmissão e dos eixos pode chegar a 450 mil quilômetros.
“Com uma nova geração de óleo sintético genuíno Volvo, conseguimos estender os intervalos para até 450 mil quilômetros nestes componentes”, informa Jackson Oaida.
Na prática, operadores que utilizam os ônibus em uma média de 150 mil quilômetros por ano poderão realizar a troca dos lubrificantes da caixa de câmbio e dos eixos a cada três anos.
“Clientes que rodam 150 mil km anualmente poderão realizar a substituição dos lubrificantes de caixa e eixos a cada três anos. Isso diminui as paradas para este tipo de intervenção, aumentando a disponibilidade do veículo e potencializando a lucratividade do operador”, explica o executivo.
A ampliação do intervalo reduz a necessidade de paradas para esse tipo de manutenção e aumenta a disponibilidade do ônibus para a operação.









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