Foto | GWM/Divulgação - GWM Hydrogen

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no Senai Cimatec marca avanço da estratégia da marca, que prevê as primeiras vendas do modelo na América Latina e aposta também em retrofit de caminhões a diesel</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://autospesados.com.br/wp-content/uploads/2026/07/GWM-Hydrogen-2-1024x768.jpg" alt="GWM Hydrogen" class="wp-image-14112"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto | GWM/Divulgação &#8211; Companhia já negocia com sete centros e empresas privadas no país, além de um cliente na América Latina, e projeta R$ 200 milhões em faturamento para 2027</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong><a href="https://autospesados.com.br/category/caminhoes/gwm-caminhoes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">GWM Brasil</a></strong> deu mais um passo em sua estratégia para introduzir a tecnologia de hidrogênio no transporte pesado nacional. O primeiro caminhão da GWM Hydrogen, desenvolvido pela subsidiária FTXT, realizou o primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, instalado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abastecimento também marca o início das negociações comerciais do modelo no Brasil. Segundo a fabricante, a expectativa é concretizar as primeiras vendas do caminhão movido a célula de combustível de hidrogênio na América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FTXT é a empresa da GWM responsável pelo desenvolvimento de sistemas de célula a combustível e tecnologias baseadas em hidrogênio. Fora da China, a operação utiliza a marca GWM Hydrogen.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Expectativa é faturar R$ 20 milhões em 2026</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A GWM projeta faturamento de R$ 20 milhões em 2026 com a comercialização de caminhões e outras soluções baseadas em célula a combustível no Brasil. A empresa afirma manter negociações com sete empresas privadas e centros de tecnologia, além de uma companhia ligada a projetos sustentáveis na América do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para 2027, a meta é alcançar R$ 200 milhões em vendas, consolidando o Brasil como um dos principais mercados da GWM Hydrogen fora da China.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Testes passam a utilizar hidrogênio verde</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o abastecimento realizado no Senai Cimatec, o caminhão passa a operar utilizando hidrogênio verde produzido na planta piloto do próprio centro tecnológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos dois meses, o veículo deverá percorrer mais de 1.000 quilômetros em testes, que avaliarão eficiência energética, autonomia, desempenho operacional e infraestrutura de abastecimento. Segundo a GWM, o caminhão já superou 500 quilômetros rodados durante a fase inicial de validação.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio verde produzido no Cimatec representa um momento histórico para a mobilidade sustentável no Brasil. Estamos conectando veículo, infraestrutura e produção de combustível renovável em um mesmo ambiente de inovação, criando condições concretas para acelerar o desenvolvimento da mobilidade com hidrogênio no país&#8221;, afirma Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://autospesados.com.br/wp-content/uploads/2026/07/GWM-Hydrogen-1-1024x683.jpg" alt="GWM Hydrogen" class="wp-image-14113"/><figcaption class="wp-element-caption">Foto | GWM/Divulgação &#8211; GWM Hydrogen</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Tecnologia já roda em larga escala na China</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A GWM destaca que a tecnologia já é utilizada comercialmente na China. De acordo com a empresa, mais de 2.000 caminhões equipados com célula a combustível desenvolvida pela FTXT estão em operação no país, sendo mais de 1.000 unidades incorporadas apenas em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os veículos são projetados para operar em condições severas, incluindo partidas em temperaturas de até -30°C, além de oferecerem reabastecimento em poucos minutos e jornadas superiores a dez horas de operação contínua.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Retrofit amplia estratégia no Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além da venda de caminhões novos, a GWM pretende oferecer no Brasil um serviço de retrofit para converter caminhões movidos a diesel em veículos elétricos equipados com célula a combustível de hidrogênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo prevê a substituição do conjunto motriz original por um sistema composto por célula de combustível, tanques de hidrogênio de alta pressão, motor elétrico, bateria auxiliar e eletrônica de controle, preservando o chassi e a carroceria do veículo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a fabricante, a solução reduz o investimento necessário para descarbonizar frotas e também facilita a implantação da tecnologia em operações com infraestrutura própria de abastecimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O retrofit é o caminho mais barato para descarbonizar com hidrogênio, porque evita o custo e o tempo de substituir a frota inteira: o cliente aproveita o chassi e a carroceria que já tem, modifica o powertrain e ganha uma operação limpa em muito menos tempo do que esperaria por um veículo zero-quilômetro&#8221;, explica Davi Lopes.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Centro de hidrogênio verde reúne produção e abastecimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Inaugurado em junho, o Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde é resultado de uma parceria entre Senai Cimatec, Hytron e Petrogal Brasil, com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Embrapii.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A estrutura reúne produção de hidrogênio por eletrólise da água, geração de energia renovável, estação de abastecimento veicular e laboratórios voltados à pesquisa em descarbonização industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A GWM Hydrogen participa da iniciativa fornecendo o caminhão para atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionadas ao uso do hidrogênio verde no transporte pesado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caminhão entrega 544 cv e autonomia de até 500 km</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caminhão da <strong><a href="https://www.gwmmotors.com.br/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">GWM</a></strong> Hydrogen utiliza um sistema de célula a combustível (FCEV), no qual o hidrogênio é convertido em eletricidade para alimentar o motor elétrico, emitindo apenas vapor d&#8217;água pelo escapamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O modelo conta com bateria de 105 kWh, sistema de regeneração de energia nas frenagens e cilindros capazes de armazenar até 40 kg de hidrogênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conjunto mecânico entrega até <strong>400 kW (544 cv)</strong> de potência e <strong>2.300 Nm</strong> de torque. Com os tanques abastecidos, a autonomia declarada chega a <strong>500 quilômetros</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caminhão possui <strong>Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas</strong> e peso em ordem de marcha de <strong>10,8 toneladas</strong>, aproximadamente 500 kg abaixo da média apontada pela fabricante para veículos equivalentes.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mais do que validar um veículo, estamos participando da construção das bases para o futuro do transporte sustentável no Brasil. A colaboração entre indústria, centros de pesquisa, universidades e governos é fundamental para transformar o potencial do hidrogênio em uma solução viável para a logística nacional&#8221;, conclui Davi Lopes.</p>
</blockquote>

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